Divagações e devaneios sobre as arianisses da vida!!!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

To bem cansada disso...

to aqui, só observando minha ideia inovadora indo embora...
quem tem mais conquista, coloniza!
e depois não venha me falar de feminismo negro,
não era "nóis por nóis", porra???

PS: segunda vez, só esse ano!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Hoje eu acordei mal

Hoje eu acordei me sentindo mal.
Minhas noites estão cada vez mais curtas, a insônia está me dominando.
Eu não consegui dormir nem 5 horas.
Então eu fui pedir uma conversa para alguém que eu amo e confio.
E a pessoa reduziu tudo a TPM.
Não que eu ache que não seja sintomas de TPM,
desde cedo, eu sinto na pele o pré, o durante e o pós do que é uma menstruação.
Mas eu acho que a forma como chegamos durante a TPM,
reflete a maneira que estamos vivendo.
E sim, eu me sinto vivendo sozinha.
Eu tenho algumas amigas e colegas, mas uma dificuldade imensa de confiar nas pessoas.
Prefiro mil vezes estar sozinha que mal acompanhada,
e isso reflete na minha socialização.
E aqui está mais difícil ainda.
É um lugar maravilhoso, com pessoas maravilhosas, mas que falam outra língua.
É outra forma de se comunicar, outros jogos de interesses,
que eu, sinceramente, não estou nem um pouco interessada.
E eu cheguei a conclusão que dei um salto maior que minhas pernas.
Não era isso que eu queria, não era desse jeito que eu imaginava,
e eu odeio isso aqui!!! Não tem outra palavra pra definir, eu só odeio mesmo!
Então quando eu quero conversar, independente da TPM, eu só preciso conversar.

sábado, 10 de junho de 2017

Uma solidão que doía fisicamente

São 4h25 da manhã do dia 10/06/2017. Eu fui acordada por fogos e pela ansiedade recém adquirida que eles causam em mim. Essa ansiedade me fez chorar, aí não consegui voltar dormir, então vim escrever qualquer coisa.
Ano passado, na mesma época, foi a primeira e eu espero que unica vez que eu senti a solidão em forma de dor. Era uma dor tão forte que tinha materialidade.
Eu tinha acabado de ser aprovada no mestrado, em primeiro lugar, estava esperando a tal bolsa cair na minha conta e essa espera foi quase eterna. Já estava ha quase seis meses em Salvador, sem trabalho e sem nenhuma fonte de renda. Estava me sentindo sendo abandonada aos poucos pela pessoa que eu amava e não conseguia reagir porque estava muito depressiva para lutar por mais alguma coisa que não fosse eu mesma. Era nisso que eu tinha sido transformada, numa coisa!
E foi justamente na sexta-feira, antes do dia dos namorados, que eu recebi a notícia: 
-"Vou viajar, vou visitar a Ciclana!"
A notícia, vinda de uma mensagem de whatsapp, caiu como uma bomba no meio estomago. Mas esse tipo de coisa a gente não impede, não havia argumento válido para pedir pra pessoa ficar. O que eu ia dizer: 
-Fica pra passar o dia das namoradas comigo? Mesmo eu estando sem dinheiro pra sair de casa, depressiva e me sentindo totalmente um lixo?
Não, não era meu direito restringir a pessoa a uma condição que eu me coloquei, afinal vim estudar aqui foi escolha minha e eu estaria nessa condição com ou sem ela.
Eu fiz o melhor que podia naquele momento, fui na UFBA pegar wifi grátis e baixar tudo que eu podia de filmes e séries. 
Foi um final de semana horrível! Eu estava mesmo me sentindo abandonada, todas as culpas por não ter juntado mais dinheiro para vim pra Salvador vieram a tona, tudo que eu já fiz de ruim na vida ficou passando pela minha cabeça o tempo todo. De alguma forma eu tinha plantado aquela situação.
Eu não pensei em me matar, mas pensei que se eu morresse naquele momento a dor em mim ia passar, meu peito parecia que ia explodir em dor. Eu chorei o fim de semana todo, minha cabeça já nem pensava, só doía mesmo. Pra melhorar a situação eu tinha muito medo de estar naquele lugar, cada vento que batia na porta ou na janela meu coração acelerava e minhas mãos suavam. Dormir ficou impossível porque o medo mais os fogos extremamente altos e constantes foram o suficiente pra eu tirar apenas alguns cochilos durante as noites.
Eu lembro do sábado. Eu tinha R$1,25 na mão, desci a escada logo de manhã e comprei uma schin litrinho na vendinha em frente ao prédio. Coloquei na geladeira e deixei lá, pensando em tomar a noite pra facilitar meu sono. Era umas 23h passou um grupo fazendo samba na rua e pararam exatamente na vendinha. Eu pensei: É agora!
Peguei meu litrinho e tomei bem devagar enquanto olhava pela janela a movimentação. As lágrimas escorriam dos meus olhos como se fosse um oceano enquanto na minha cabeça uma frase não parava de repetir: - Quem abandona alguém nessa situação no dia dos namorados??? Fiquei horas ali olhando praquelas pessoas, mesmo o litrinho já tendo acabado. Afinal, não ia fazer nada mesmo naquele final de semana. Foi nesse momento que aquela Ariana morreu, jurei pra mim mesma que nunca mais ia sentir aquela sensação de abandono.
Passei ainda o domingo inteiro sozinha, ouvindo rádio e chorando. O que eu tinha conseguido baixar no wifi da UFBA tinha esgotado no sábado mesmo.
Na segunda feira (ou na terça, não lembro direito), mesmo depois da sensação toda de abandono, quando ela chegou eu me senti tão feliz, mas tão feliz por não estar mais sozinha que foi como se tudo tivesse voltado ao normal, mas não voltou. Toda vez que olhava pra ela eu revivia toda a dor do final de semana e isso se transformava em discussões horrendas. Fiquei ainda uns dias com ela, pensando em como dizer que aquele namoro que já tinha ido e voltado tinha definitivamente acabado. E eu falei na hora que consegui, no meio da rua, quando a conversa estava descontraída, saiu! Essa é a única coisa que me arrependo desse relacionamento, apesar do alívio que eu senti ter sido imediato. Isso gerou mais discussões.
Eu mudei de casa, meio aos trancos e barrancos, por outros motivos também. E ela parou definitivamente de falar comigo porque achou que eu estava controlando ela perguntando se ela tinha chegado bem em casa pelo whatsapp.
Hoje a situação é outra, a dispensa ta cheia, a conta bancária não, mas ta bem longe da situação desesperadora que estava o ano passado. Estou namorando outra pessoa, com um tipo de sensibilidade diferente, mas não estou comparando porque a situação que eu estou hoje é completamente outra, atualmente estou muito melhor. 
Voltamos a nos falar faz pouco tempo, de uma maneira bem distante, mas enfim...
Eu achei que esse fim de semana tinha passado, que a ferida tinha fechado e as dores cessado. Até ouvir o mesmo tipo de sequência de fogos daquele fim de semana durante essa madrugada.Toda aquela dor de solidão e abandono que eu senti veio a tona e de olho ainda fechado as lágrimas vieram com toda força e eu não pude mais dormir. É por isso que são 5h23min e eu ainda estou escrevendo...preciso aliviar essa sensação para voltar a dormir!

Esse texto não é pra ser bonito, é só pra eu não esquecer e trabalhar esse sentimento comigo até ele estar curado! 

sábado, 27 de maio de 2017

Quanto tempo mais?

Eu não sei quanto tempo mais eu vou aguentar
Quanto tempo mais vai durar
Quanto tempo mais sem sufocar sem ar
Quanto tempo mais amar

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Era pra ser um texto de facebook...

...mas eu odeio que as pessoas venham me perguntar coisas, então postei aqui mesmo!
Eu fico passada como as pessoas gostam de falar sobre responsabilidade afetiva sem tomar o menor cuidado com o coração de outras pessoas. É uma ideia que tem circulado de uma maneira individual e egoísta, sempre relacionada a fidelidade do outro, mas eu acho que está muito mais ligado a como se constrói a relação: pautada no diálogo constante e direto, não fazer joguinhos que podem provocar ciúmes, não aprisionar a pessoa a você a qualquer preço, esse tipo de coisa. Sem contar que a responsabilidade é sempre da outra pessoa né?! Quantos textos diariamente não passam na minha timeline falando sobre responsabilidade afetiva (e na de vocês???)...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Essa semana eu não quero sorrir!

Faz algum tempo que não sinto algo tão forte.
Resolvi respeitar, essa não é a semana de sorrir.
Na próxima quem sabe?!
Daiane Brito, presente!!!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Oxeee medo besta!

Eu queria tanto explicar pra ela o medo dela me deixar.
Ela não entende, mas se eu fosse como ela não entendia também.
O fato é que toda vez que ela vai embora, eu choro!
(vai ser ridícula assim lá na China...)
É uma sensação inexplicável de abandono.
E ela vai muito embora, então eu também choro muito!
É um medo dela não voltar...
Fico com ciúmes, com raiva.
Mas ela sempre volta!
E quando ela volta a felicidade não cabe no meu peito!